StevenProposta

Sem Título (Pedra Graffiti I)

Das cordilheiras de montanhas a monólitos, estelas a marcos, naturalmente formados e esculpidos à mão, os marcadores, têm sido usados ​​como ferramentas físicas de referência, desde medir onde estamos, dizer até onde devemos ir, comunicar quem veio antes de nós. Nos tempos contemporâneos, as formas de pedra esculpida são usadas com menos frequência, substituídas por linguagens acentes em tipografia, cumprindo essa função de comunicação visual prática e cultural. Pode-se argumentar que o grafitti, uma forma de “marcação” e criação de marca, também uma ferramenta de comunicação e expressão artística, segue nesta linhagem: um nome, uma expressão, um código e/ou uma mensagem deixada para ser recebida por outra. Estes “sinais” agora são colocados nos objetos, em vez de serem os objetos, exceto onde a escultura e/ou a obra pública se interligam entre o passado e o presente.
O artista Steven Barich — motivado por obras de arte inspiradas em pedra e pela paisagem pedregosa de Portugal, no contexto da geologia própria do parque do Fontelo envolto num ambiente urbano — com a obra Sem título (Pedra Graffiti I), visa justapor o monolítico e o artístico gesto com a assinatura “tag” ou “throwie”, marcas de referência exclusivas feitas em colaboração ao longo do tempo, durante a exposição do projeto POLDRA. A escultura, uma estela do tamanho humano enquanto superfície participativa do público, será instalada como um marcador de referência de onde estamos agora e esteticamente, indicando quem somos neste momento.

Ficha técnica

Sem Título (Pedra Graffiti I), 2019

Autoria: Steven Barich
180×160 aprox.
Mata do Fontelo / (Coordenadas a definir)

Steven Barich

Steven Barich é um artista e educador nascido nos Estados Unidos e a viver atualmente em Portugal. A sua prática artística emprega temas e/ou regras para guiar diretamente o resultado da imagem ou objeto – de tal forma que possa ser descrito com as palavras: reverberação, resumo, massa negativa, padrão habitual, estrutura impossível, dividido em um. As formas manifestam-se em desenho, colagem, vídeo e escultura, habitualmente apresentadas lado a lado numa única exposição. Steven Barich estudou no California College of Arts & Craft (agora CCA) em Oakland, Califórnia (EUA), mais tarde obtendo um mestrado em Pintura e Escultura no Mills College (Oakland, EUA). Já exibiu o seu trabalho em vários espaços alternativos dirigidos por artistas para museus da cidade, com intervenções periódicas realizadas no espaço público.

As suas exibições incluem exposições individuais na Galeria Saguão (Viseu, PT), Branch Gallery (Oakland, EUA), Rowan Morrison Gallery (Oakland, EUA) e The Compound Gallery (Oakland, EUA), bem como exposições colectivas em/para Objectos Experimentais (Viseu, PT), Exposição do Sul (San Francisco, EUA), Centro de Artes Turchin (Boone, Carolina do Norte, EUA) Centro de Arte Contemporânea de Orange County (Los Angeles, EUA), Museu Boijmans van Beuningen (Roterdão, NL), Centro TENT de Arte Contemporânea (Roterdão, NL) e Curadores Sem Fronteiras (Berlim, DE). Barich fez curadoria e organizou exposições, em parceria e de forma independente, em Roterdão (NL), Oakland (CA, EUA) e São Francisco (CA, EUA).

Barich foi artista residente na Air Bergen, USF Verftet (Noruega), Stichting B.a.d., (Roterdão, NL) e Works/San José, San José (EUA). Foi tutorado no programa de tese de mestrado e Instituto Piet Zwarte, Roterdão (NL), professor de extensão em pintura de estúdio na Faculdade de Artes da Califórnia (SF, CA, EUA) e na Faculdade PT de Diablo Valley College (CA, EUA) no departamento de pintura de estúdio. As suas publicações de trabalhos e redações podem ser encontradas em edições online da ZYZZYVA – revista de artes e letras (San Francisco, Califórnia, EUA), revista East Bay Express (Berkeley, CA, EUA), revista Art Ltd. (online), Achiote Press (EUA), True-Eye Digital Showcase (online), Art World Digest (NY/LA, EUA), Nomads + Residents (Roterdão, NL), Urban View (Bay Area, CA, EUA) e ArtWeek (Oakland/San José, CA, EUA).